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Horizontes

Neste grupo de obras, as aquarelas de Misasi são parte de uma representação objetiva e lógica da paisagem. Dessa forma, procura desarticular a ilusão de infinito provista pelo horizonte marinho ou de planície, mediante diferentes situações de finitude, determinadas por sucessivos horizontes que se fecham entre eles múltiplas paisagens reais e sensações conhecidas. Esta sucessão temática e não paralela, atinge ordem e equilíbrio dentro da composição do quadro, com uma proposta argumental de elementos pétreos, sensuais e naturais. Cada composição apresenta uma sucessão de climas diversos que procura dissociar o tempo do espaço, para colocá-lo no plano a maneira de experiências encadeadas. Com isso, pretende instalar no espectador essa particular sensação de ter percorrido desde o ar uma variedade de geografias que se unem e ao mesmo tempo se dividem por horizontes. Apesar disso, cada observador terá um horizonte ou uma faixa com a qual identificar-se, não somente pelo que o quadro sugere, senão pelo que ele pode contribuir. Para a artista os horizontes representam uma visão aérea do pintor-arquiteto, ou talvez uma mera desculpa para propor uma ordem, na qual os argumentos são sugeridos. A cor nesta série tem um tratamento muito cuidadoso de aguados pastéis em gama, sem privar-se da recorrente técnica mixta de collage, que caracteriza toda a obra de Misasi, através dos quais nos permite vislumbrar mundos animais ou vegetais em contraponto ou diálogo complementário com a cor, que geram assim seu própio protagonismo.